Rancho Carne
site pessoal de Daniel Galera
e-mail: ranchocarne arroba gmail.com


Oi. Procurando o Dentes Guardados em PDF? Clica aqui. Procurando o meu blog? Não existe mais desde abril de 2007. Aí embaixo tem informações sobre meus livros e outras cousas. Escuta umas musiquinhas comigo e fica à vontade.





"But isn´t one´s pain quotient shocking enough without fictional amplification, without giving things an intensity that is efemeral in life and sometimes even unseen? Not for some. For some very, very few that amplification, evolving uncertainly out of nothing, constitutes their only assurance, and the unlived, the surmise, fully drawn in print on paper, is the life whose meaning comes to matter most." -- Philip Roth, Exit Ghost







Livros

Mãos de Cavalo
Mãos de Cavalo
Romance. São Paulo: Companhia das Letras, 2006

"O romance parte de uma bem bolada configuração narrativa, na qual histórias aparentemente independentes correm paralelas, para, aos poucos, irem se imbricando: o Ciclista Urbano ganha velocidade na sua ´antiquada porém feroz Caloi Cross aro 20 com freio de pé´, um adolescente classe-média-baixa anda aos encontrões com os amigos (e a vida), um cirurgião plástico bem-sucedido planeja escalar um cerro boliviano. Tudo culmina em um não saber-se quem se é, uma sobreposição de identidades, acompanhada pela melancólica constatação de que jamais seremos alguém além de nós mesmos. (...) Galera (...) conduz o seu leitor por uma Porto Alegre próxima e distante, em que se percorre a nova perimetral, de Petrópolis até a Zona Sul. Mais ou menos como um road movie que não sai do lugar."
(Eduardo Veras, Zero Hora)

"Em hábil trama, a ecoar tensão emocional com frases curtas, incisivas e pouco adjetivadas, produzindo reverberações infinitas de uma mesma matriz, Galera monta o duelo de um homem com seu medo. É o medo que favorece as construções prismáticas, fazendo com que a obra avance à medida que se voltam páginas. A obra, na verdade, acontece recuando."
(Fabrício Carpinejar, O Estado de São Paulo)

"Dividindo a obra em duas partes que caminham simultaneamente, Galera entrelaça, com rara habilidade, a narrativa memorialística sobre um grupo de adolescentes de Porto Alegre (...) com o relato de um dia na vida de Hermano, um médico de sucesso. E tudo isso é conduzido por uma prosa marcadamente individual, que diferencia o autor como um dos melhores contadores de história da nova geração."
(Beatriz Resende, Revista Veja)

"Como é bem dito na orelha do livro, nenhum trecho da narrativa é gratuito. Uma simples partida de videogame mostra-se como uma profunda experiência de formação de personalidade. A experiência do protagonista de ter vivido tudo isso começa a lhe mostrar qual caminho trilhar, ou melhor, como trilhar esse caminho; o que ele pode jogar fora e excluir de sua vida, concentrando-se no difícil desafio que é compreender quem ele realmente é. Apesar do tom pouco otimista, é uma visão de quem olha em direção a uma felicidade bem mais ampla e sólida."
(Renato Parada, Samjaquimsatva)

"A arquitetura hábil do romance permite a Galera compor, com prodigiosa economia de meios e dosando secura e lirismo com a sabedoria de um veterano, uma emocionante história de crescimento."
(Sérgio Rodrigues, Todoprosa)


  Até o dia em que o cão morreu
1ª edição
Até o dia em que o cão morreu
2ª edição
 
Até o dia em que o cão morreu
Romance
1ª edição: Porto Alegre: Livros do Mal, 2003
2ª edição: São Paulo: Companhia das Letras, 2007

» Adaptado para o cinema por Beto Brant e Renato Ciasca (Cão sem dono, 2007)


"O que parecia uma história de amor se torna uma espécie de fábula sobre a decadência, como diz na orelha João Gilberto Noll: 'A história de um jovem que se exaure antes da maturidade, se exaure pela ociosidade massacrante, sem saída à vista, se exaure porque o amor lhe confere apenas soluços secos, gozos avulsos'. Quem sabe por isso emane do livro uma aura que lhe confere, desde já — e sem favor nenhum —, o status de clássico"
(Ronaldo Bressane, O Globo)

Até o dia em que o cão morreutrata do mundo insuficiente de um jovem, de sua amizade com o vira-latas Churras e de seu amor pela enigmática Marcela, uma moça que "parece não existir". É um livro simples, que deseja apenas morder um naco da vida, como se ela fosse uma suculenta peça de churrasco. Um romance escrito com desafetação e ímpeto, que representa bem a jovem literatura entre nós surgida na virada do século, adepta da linguagem ligeira da internet e dos blogs, e refém do impulso à confissão - ou falsa confissão. Mas, por vezes, como em Até o dia em que o cão morreu, acontece o inesperado: o escritor cria um personagem que o desmente. Um personagem que, indiferente à autoridade do autor, o ultrapassa e até mesmo o trai. Não penso nas intenções de Galera ao escrever seu livro que, é claro, desconheço. Mas, sim, no relato que li e em sua maneira franca de acessar o mundo, desenvoltura de que aqui e ali, no entanto, o próprio narrador nos induz a desconfiar.
(José Castello, O Globo)

É possível que [Galera] tenha captado como ninguém o espírito dessa geração que, aos olhos dos mais velhos, parece perdida e desejosa de prolongar indefinidamente a adolescência. Seja como for, Até o dia em que o cão morreu revela um escritor talentoso e cheio de personalidade, que tem no frescor da linguagem sua virtude mais evidente.
(José Geraldo Couto, Carta Capital)

"Seu texto escapa do desejo por estantes e púlpitos e foge, indomado, pra discutir a atualidade no que ela tem de mais prosaica e, por isso mesmo, importante. Assim, Até o dia em que o cão morreu tematiza o corpo, nesta sociedade que tenta obsessivamente controlá-lo, extinguir as doenças, 'equilibrar' os estados mentais, esterilizar as secreções. Uma sociedade que já incorporou as lições da eugenia, graças ao pavor de perceber o quanto o corpo foge dos controles que criamos."
(Eduardo Fernandes, Revista Fraude)

"Galera escreveu um livro otimista, evitando julgamentos e mensagens pretensamente edificantes. Contemporâneo sem cair na citação de bandas e produtos que aflige a literatura de muitos dos seus colegas de geração, Até o Dia em que o Cão Morreu é um exame sutil e muito bem feito das opções que são exigidas de pessoas de uma certa idade, quando integração e desistência são alternativas igualmente válidas."
(Rodolfo S. Filho, www.claque.com.br)

"Estou lendo, e admirando pra burro, o estilo de um garoto chamado Daniel Galera. O menino gaúcho tem apenas 23 anos e escreve como um velho endemoniado. Até o Dia em que o Cão Morreu, da editora Livros do Mal, merece uma visita. É escrita de cachorro grande."
(Carlos Castelo Branco, Revista Caros Amigos)


Dentes Guardados
Dentes Guardados
Contos. Porto Alegre: Livros do Mal, 2001
» Download gratuito de versão em PDF

» Adaptado para o teatro por Mário Bortolotto em 2002
» Conto "Intimidade" adaptado para curta-metragem 35mm
por Camila Gonzatto, 2003
» Conto "Manual para atropelar cachorros" adaptado para curta-metragem 35mm por Rafael Primo, 2005
» Conto "A escrava branca" adaptado para curta-metragem 35mm por Fabrício Bittar, com o título "Elise", 2007

"Um escritor estreante com consciência dos poderes subjetivos da literatura."
(Bernardo Carvalho, Folha de São Paulo)

"A começar pelo título, tirado de Hilda Hilst, Dentes guardados estabelece diálogos com a tradição literária, mas cada uma das 14 histórias é atravessada por referências ao cotidiano de jovens intelectualizados e saudavelmente insatisfeitos com a vida. Isso se manifesta, é claro, em situações, mas principalmente no bom ouvido de Galera para registrar o coloquial sem descuidar da forma. Seus personagens são facilmente reconhecíveis, mas não decalcam a vida: são, por tudo isso, solidamente literários. Em seus melhores momentos, Dentes guardados retoma, sem redundância, os conflitos da masculinidade na ressaca do 'liberou geral'. Já que pode tudo, o que realmente se quer?"
(Paulo Roberto Pires, Revista Época)







Edições estrangeiras

Argentina

Manos de Caballo
Manos de Caballo
Interzona, 2007


Itália

Sogni all'alba del ciclista urbano
Sogni all'alba del ciclista urbano
Mondadori, 2008

Manuale per investire i cani e altri racconti
Manuale per investire i cani e altri racconti
Arcana, 2004


Portugal

Sogni all'alba del ciclista urbano
Mãos de Cavalo
Caminho Editorial, 2008







Contos em antologias, revistas etc.

Revista E #102 [Conserta-se gaitas]
(São Paulo: SESC São Pauloi, novembro de 2005)

Sex'n'bossa. Antologia di narrativa erotica brasiliana [La schiava bianca],
Org. Patrizia di Malta
(Itália: Mondadori, 2005)

Contos de Bolso [Ela adorava dançar; Últimos tangos; Embutido]
(Porto Alegre: Casa Verde, 2005)

Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século [miniconto sem título],
Org. Marcelino Freire
(São Paulo: Ateliê Editorial, 2004)

Revista Et Cetera n.2 [O Abraço]
(Curitiba: Travessa dos Editores, outubro de 2003)

Revista VOX [Razão para ir a um funeral]
(Porto Alegre: Corag, novembro de 2002)

Jornal Zero Hora - Caderno Cultura [O cubículo]
(Porto Alegre: RBS, 29 de junho de 2002)

Revista Eaí [Matias e a sacola]
(Porto Alegre: Plural, 21 de dezembro de 2001)

Contos de Oficina 24 [Natureza morta; Intimidade; Triângulo; A simples presença]
(Porto Alegre: WS, 2000)

Literatura Século XXI - vol. 2 [Beijo estalado], Org. Mônica Banderas e Whisner Fraga
(Rio de Janeiro: Blocos, 1999)







Traduções

Sobre a beleza [On beauty], de Zadie Smith
(São Paulo: Companhia das Letras, 2007)

Reino do Medo [Kingdom of Fear], de Hunter S. Thompson
(São Paulo: Companhia das Letras, 2007)

Indecisão [Indecision], de Benjamin Kunkel
(Rio de Janeiro: Rocco, 2007)

Extremamente alto & incrivelmente perto [Extremely Loud & Incredibly Close], de Jonathan Safran Foer
(Rio de Janeiro: Rocco, 2006)

Pornô [Porno], de Irvine Welsh
(Rio de Janeiro: Rocco, 2006. Co-tradução com Daniel Pellizzari)

Minha Vida, de Robert Crumb
(São Paulo: Conrad, 2005. Quadrinhos)

Trainspotting [Trainspotting], de Irvine Welsh
(Rio de Janeiro: Rocco, 2005. Co-tradução com Daniel Pellizzari)

Nem os mais ferozes [No beast so fierce], de Edward Bunker
(São Paulo: Barracuda, 2004)

Blues, de Robert Crumb
(São Paulo: Conrad, 2004. Quadrinhos)

América, de Robert Crumb
(São Paulo: Conrad, 2004. Quadrinhos)

Contos de fadas [Fairy tales], de Michael Coleman
(São Paulo: Companhia das Letras, a publicar)

Lendas do Rei Artur [Arthurian Legends], de Margaret Simpson
(São Paulo: Companhia das Letras, 2004)

O blog de Bagdá [The Bagdah Blog], de Salam Pax
(São Paulo: Companhia das Letras, 2003)





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